Eu quero conversar com alguém. Alguém que me faça sentir real mais uma vez ou se quer me faça sentir existencial. Preciso de alguém que me faça sorrir e ao mesmo tempo flutuar só por me acompanhar. Preciso de alguém que me ouça e me acolha com as palavras certas para me completar. Talvez eu só precise de algo para desabafar ou quem sabe alguém para simplesmente me escutar. Essa angústia sem sentido ou significado que me corrói. Estou farta e ao mesmo tempo vazia, uma secreta sinfonia. (PRIVATE HOPE)

Afinal, ela era apenas uma pequena menina que crescia dia após dia. Suas mudanças, suas evoluções, suas percepções. Dia após dia uma nova mentalidade surgia e ela sempre ali, se considerando apenas uma menina. Seu corpo nem sempre acompanhou sua mente, mas hoje ela se torna mulher fisicamente enquanto sua mente, sempre avançada, fantasia a realidade daquela pequena menina que cresceu despercebida. Seu sorriso é um emaranhado de decepções, seu olhar é um conjunto de solidões e os dois juntos são o seu despertar. Aquele sorriso que pouco revela sobre ela e aquele olhar contido em curtas piscadelas são o que a tornam uma mulher única mediante a tal a tantas entre ela. Sua presença quase sempre foi notada, mas poucos souberam diferenciar o que a tornava especial. Sua ausência tão pouco era notada, mas por vezes era pronunciada. Pequena menina, tão jovem mulher. Foragida da terra do nunca, despertada para a realidade e inerte num mundo que ela mesma criou. Realidade e percepções, vai ver ela é mesmo fã do amor… (PRIVATE HOPE)
“1º de Abril, acho que eu deveria mentir e dizer que quase não gosto de você. Já são oito da noite e, eu, não consegui lhe dizer ou simplesmente mentir. Sabe, é verdade, eu acho que gosto mesmo é de você. E do estrago daquilo que não se vê.”
“Um dia vazio,
com sorrisos inexistentes
e oportunidades inerentes.”
“É só que eu não gosto da solidão. Ficar sozinha é uma coisa, agora se sentir sozinha meu amigo, é a pior sensação do mundo.”
As coisas pareciam estranhas aquela manhã embora todas as coisas se encaixassem perfeitamente. Acordei ainda bêbada e o sono parecia estar agarrando-se a mim com uma face de garota travessa. O céu estralava lá fora, o sol me recepcionava com seus deliciosos raios solares e logo toda a preguiça e angústia despediram-se do meu corpo, até o sono se desapegou de mim. Foi então que a estranheza me começou a sorrir, começou a se exibir e familiarizar. Hoje, a estranheza já faz parte de mim, me convida para dançar e cativa a parte que há de habitar. Pela manhã ela se despede como alguém que cansa de me acompanhar e o dia passa, e então ela implora para me (re)habitar. Quem dera essa estranheza que habita e desabita meu corpo fosse o suficiente para prender seus olhos impacientes e te fazer, simplesmente, me notar. (PRIVATE HOPE)
jrbarreto:
“De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades: não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma; cuidado com o que anda desabafando; conte até três (tá certo, se precisar, conte mais); antes só do que muito acompanhado; esperar não significa inércia, muito menos desinteresse; renunciar não quer dizer que não ame; abrir mão não quer dizer que não queira. O tempo ensina, mas não cura.”
- Martha Medeiros.
O dia de domingo nunca havia amanhecido tão claro em todos os outros anos, depois de um sábado leve e descontraído é que veio um domingo de enormes sorrisos, sem pesos escondidos. O céu amanheceu azul, um azul capaz de tocar a alma e o Sol tocou minha pele como se a saudasse, sorrisos espontâneos o cumprimentaram alertando a receptividade diante aquela linda paisagem. O domingo passou contente embora solitário e no fim da noite obtive um presente, era saudade, saudade da gente. Os sorrisos, que mais cedo cumprimentaram os raios solares. neste anoitecer, esconderam-se com medo de desaparecer. A saudade me é estranha, pois não é saudade de você, é um sentimento evasivo embora reprimido, é um choro que guardei comigo, um sorriso que mantive contido. É uma história que nunca existiu, um olhar que alguém não retribuiu. Talvez seja só mais um fim de domingo, um fim com direito a retrospectiva de coisas que nunca aconteceram mas que, por algum motivo, fazem parte de mim. (PRIVATE HOPE)
“Faz frio lá fora,
mas tanto calor aqui dentro.
Meus hormônios estão se remexendo
mas o processo externo ainda é lento.
O mundo me observa
e por algum motivo ainda me contenho.
Tenho medo, sinto o vento
e talvez por medo,
tudo continue lento.”